FIFA World Cup 2026 – END TO END BROADCAST WORKFLOW

FIFA World Cup 2026 – END TO END BROADCAST WORKFLOW

Uma infraestrutura feita para não falhar.

Por trás do jogo, há uma máquina brutal a trabalhar.

#FIFAWorldCup2026#Broadcast#liveproduction#sportsbroadcasting

Mundial 2026: a inovação técnica por trás do maior palco do futebol

O Campeonato do Mundo de Futebol de 2026 afirma-se não apenas como o maior torneio da história da competição, mas também como um dos mais complexos desafios técnicos alguma vez colocados à produção televisiva e à distribuição digital de um evento desportivo global. A dimensão do torneio, com 104 jogos distribuídos por 16 cidades e três países, obriga a uma coordenação inédita entre captação de imagem, redes de contribuição, produção remota, controlo de qualidade e distribuição multicanal. Mais do que transmitir futebol, o evento tornou-se um teste à capacidade da indústria em transformar um espetáculo descentralizado num produto coerente, estável e acessível em qualquer plataforma.

Escala e organização

A grande novidade estrutural do Mundial está na forma como a operação foi desenhada para responder à geografia do torneio. Em vez de concentrar tudo num único país ou num conjunto de estádios próximos, a produção foi pensada para cobrir longas distâncias, fusos horários diferentes e exigências logísticas muito elevadas. O International Broadcast Center, instalado em Dallas, funciona como o centro nevrálgico de todo o sistema, recebendo sinais dos estádios e redistribuindo-os para produção, replay, grafismo, áudio e entrega a operadores de todo o mundo.

Esta centralização permite ganhar consistência sem sacrificar a presença local. Cada jogo é acompanhado por equipas no terreno, com comentadores dentro dos estádios e equipas de estúdio a deslocarem-se entre cidades, mas grande parte do processamento técnico acontece remotamente, sobretudo em Dallas. Esta combinação de presença física e operação centralizada representa uma evolução clara nos modelos de produção de grandes eventos em direto.

Produção remota e IP

A  HBS, responsável pela base do host broadcast, aposta em processamento software-based, em cloud privada e em redes totalmente convergentes. Funções tradicionalmente associadas a hardware dedicado — como multivisualização, codificação, descodificação, monitorização, conversão de formatos e replay — passam agora a ser executadas por software em servidores de alto desempenho. Na prática, isto permite aumentar a flexibilidade, adaptar a infraestrutura à cadência diária de jogos e garantir redundância num contexto de enorme pressão operacional.

Captação de imagem

A captação de imagem é outro dos grandes marcos técnicos desta edição. A HBS está a operar com cerca de 45 câmaras por jogo, cobrindo praticamente todos os ângulos relevantes para um realizador em contexto de futebol de elite. O esquema inclui polecams, cablecams, câmaras cine-style, 360 graus, ultra motion, super slow motion e dispositivos orientados para conteúdos digitais, mostrando que a lógica de captação deixou de ser exclusivamente televisiva e passou a ser pensada para múltiplos consumidores.

Esta multiplicidade de fontes permite enriquecer a narrativa visual do jogo. Já não se trata apenas de ver lances, mas de captar reações, atmosferas, bancadas, túneis de acesso, momentos de tensão e detalhes de linguagem corporal que ajudam a contar a história do jogo. O Mundial torna-se, assim, uma plataforma de experimentação visual onde o desporto e o storytelling convergem de forma cada vez mais sofisticada.

Ref Cam e VAR

Entre as inovações mais comentadas está a Ref Cam, uma câmara montada na cabeça do árbitro, agora prevista para uso em todos os jogos. Esta tecnologia, já testada no Mundial de Clubes, dá ao público uma perspetiva em primeira pessoa da ação e aproxima o espetador da velocidade, da pressão e da decisão em campo. Não é apenas um “truque” visual: é uma ferramenta narrativa que ajuda a compreender melhor a experiência do árbitro e a dinâmica do jogo.

A Ref Cam surge acompanhada por reforços na componente de arbitragem tecnológica, incluindo o VAR e o sistema de fora de jogo semiautomático, com múltiplas câmaras dedicadas por estádio e rastreio de pontos anatómicos dos jogadores. Acresce ainda o uso de inteligência artificial para estabilização da imagem e redução de motion blur, melhorando a legibilidade do sinal em situações de grande movimento. Esta integração entre visão humana e apoio computacional mostra como a arbitragem moderna já depende de ecossistemas tecnológicos altamente sofisticados.

Redes e conectividade

Nenhuma destas soluções funcionaria sem uma infraestrutura de conectividade robusta. O torneio apoia-se numa rede de contribuição com enorme capacidade, com múltiplos caminhos redundantes entre os estádios e o IBC em Dallas, incluindo transporte de dados na ordem de vários terabits por segundo. A transmissão de feeds em UHD, a distribuição de sinais comprimidos em JPEG XS e a integração com redes privadas 5G mostram a relevância da engenharia de redes na produção desportiva contemporânea.

O papel do 5G é especialmente interessante porque já não serve apenas para consumo do público, mas também para transporte de sinais operacionais, como o da Ref Cam. Ao mesmo tempo, o reforço da rede pública em zonas de grande afluência responde à necessidade de fãs e jornalistas partilharem conteúdos, acederem a estatísticas em tempo real e participarem numa experiência de segunda ecrã. O Mundial deixa, assim, de ser um evento apenas “para ver” e passa a ser um evento para acompanhar, comentar e distribuir em simultâneo.

Qualidade e coordenação

A complexidade do torneio exigiu ainda uma organização editorial e técnica muito disciplinada. Existem 16 equipas de produção, um reforço dos mecanismos de controlo de qualidade e uma forte necessidade de consistência entre jogos, cidades e culturas de realização diferentes. Há diretrizes comuns, mas também espaço para estilos editoriais distintos, desde que subordinados à prioridade do direto e à uniformidade do produto final.

Este equilíbrio entre diversidade e consistência é decisivo num evento desta escala. O objetivo é garantir que o espetador reconheça a mesma qualidade em qualquer jogo, em qualquer plataforma e em qualquer país, sem perder o entusiasmo local que cada cidade e cada comunidade acrescenta ao torneio. É precisamente nesta tensão entre global e local que reside uma das maiores virtudes técnicas desta edição.

Conclusão

O Campeonato do Mundo de Futebol de 2026 não é apenas uma competição desportiva de dimensão inédita; é também uma demonstração de maturidade tecnológica da indústria audiovisual. Produção remota, redes IP, cloud privada, 5G, inteligência artificial, novas câmaras e controlo centralizado convergem para criar um evento que procura ser simultaneamente mais eficiente, mais rico visualmente e mais próximo do público. O resultado é um Mundial em que a inovação deixou de ser um complemento e passou a ser parte integrante da própria experiência do jogo.

Fontes:

  • TV Tech
  • SVG Europe
  • FIFA
  • Fox Sports
  • NBC
  • Universal Telemundo Enterprises
  • Verizon
  • Lenovo
  • Snap Inc.

O próximo passo do “cinema mobile”: ARRI + HONOR a dar look cinematográfico ao telefone

A ARRI e a HONOR anunciaram uma colaboração técnica estratégica para levar a conceituada ciência da cor da ARRI ao mundo dos smartphones.

A aliança visa integrar princípios de imagem cinematográfica autênticos, como cores naturais, transições suaves de realce e consistência profissional de pós-produção, na arquitetura móvel da HONOR, levando os padrões cinematográficos à nova geração de criadores de conteúdos.

Adaptar o hardware de cinema profissional às dimensões de um smartphone é, sem dúvida, um desafio técnico significativo.

A intenção não é replicar uma câmara de cinema em tamanho reduzido, mas sim traduzir os seus princípios fundamentais de imagem para uma escala compacta e em tempo real.

Esta iniciativa surge num momento crucial para a ARRI, que nos últimos anos tem enfrentado desafios económicos decorrentes da situação da indústria audiovisual e do crescimento da concorrência no mercado digital. Por isso, expandir a sua tecnologia para o ecossistema móvel representa uma estratégia relevante.

Os primeiros resultados desta colaboração estarão no HONOR ROBOT PHONE, marcando um passo importante na convergência entre o cinema profissional e a captura móvel.

O HONOR Robot Phone é um protótipo inovador revelado pela HONOR na CES e agora na MWC 2026 em Barcelona, e que integra componentes robóticos diretamente no corpo do smartphone para permitir movimentos físicos autónomos.

Principais Funcionalidades Robóticas:
Diferente dos smartphones tradicionais que usam apenas software de IA, este dispositivo possui hardware capaz de movimento físico
– Braço Robótico e Gimbal: O telemóvel substitui o módulo de câmara estático por um braço robótico com gimbal de 3 eixos que se expande para fora do corpo do aparelho.
– Rastreamento de Objetos por IA: A câmara pode seguir automaticamente um utilizador ou um objeto em movimento.
Interação Emocional: O dispositivo utiliza a sua estrutura móvel para “expressar emoções”, como acenar com a “cabeça” (o módulo da câmara) para concordar ou abanar para discordar durante as interações com o utilizador.
Modo Dança: O telemóvel consegue detetar o ritmo da música e mover-se ou “dançar” de acordo com o ritmo.


Especificações e Design:
– Câmara de 200MP: Está equipado com um sensor de 200MP no sistema de gimbal estabilizado.
– Micro Motores: A HONOR afirma ter desenvolvido os menores micro motores do mundo para permitir os movimentos fluidos do braço robótico.
– Espessura: Devido aos componentes mecânicos, o dispositivo não é ultra-fino como o HONOR Magic V3, apresentando um módulo de câmara mais volumoso e robusto.

https://www.youtube.com/watch?v=uiaHf2j2b5g

Teste real de resistência de lente (spoiler: chumbou)

Teste real de resistência de lente (spoiler: chumbou) 🧪
Será que o seguro está em dia? 😂

Tecnologia no samba: 5G e IA revolucionam a transmissão do Carnaval 2026 da Globo

A cobertura do Carnaval 2026 no Rio de Janeiro e em São Paulo foi marcada por um salto tecnológico impulsionado pelo 5G, pela Inteligência Artificial e por uma operação de áudio totalmente digital. A Globo integrou conectividade avançada, produção virtual e captação 100% sem fios para ampliar a imersão do público e aproximar a transmissão dos bastidores da avenida.

No Rio de Janeiro, na Marquês de Sapucaí, a Globo implementou uma combinação inédita de recursos. O áudio passou a ser captado por um sistema integralmente digital e sem fios, garantindo uma maior estabilidade e fidelidade sonora ao longo de toda a avenida. O resultado foi uma transmissão mais nítida e consistente, alinhada com o que efetivamente acontecia no desfile.

O 5G próprio da Globo foi expandido e permitiu a inclusão de duas novas câmaras móveis na área de dispersão, ampliando os ângulos e a mobilidade da cobertura. A conectividade de alta capacidade também sustentou o uso de uma câmara POV com Pretinho da Serrinha, posicionada no meio da bateria, oferecendo ao público uma visão inédita e imersiva do ritmo e da dinâmica dos instrumentos.

A Inteligência Artificial também passou a atuar diretamente nos bastidores. A comunicação do Diretor de Harmonia das escolas foi captada e analisada por sistemas capazes de identificar vozes e gerar transcrições em tempo real. Trechos relevantes dessas conversas foram rapidamente selecionados e exibidos durante a transmissão.

Ao integrar som, imagem, dados e conectividade avançada, a cobertura do Carnaval 2026 elevou o padrão técnico do evento e reforçou o uso da tecnologia como ferramenta narrativa, aproximando o público de casa da experiência real da avenida.

FONTE: SET-NEWS

O operador de câmara que patina de costas foi um dos vencedores dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026

Há uma enorme quantidade de trabalhos de câmara impressionantes sendo realizados nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, mas um dos destaques absolutos são as imagens captadas por Jordan Cowan na patinagem artística.

O programa de patinagem artística dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 proporcionou alguns dos momentos mais emocionantes da competição, e o ex-patinador artístico americano Jordan Cowan foi quem capturou essas imagens.

“Esta foi a primeira vez que um operador de câmara esteve no gelo durante uma competição de patinagem artística nos Jogos Olímpicos, e para mim isso representou uma enorme responsabilidade”, disse ele à Associated Press. “Tenho a oportunidade de ajudar a estabelecer um padrão para as próximas Olimpíadas, e espero que isso se torne uma prática comum em eventos futuros.”

Como o estilo é um pré-requisito no desporto, Cowan usa um smoking branco quando está no gelo. Ele utiliza um equipamento com um design próprio com um gimbal estabilizado eletronicamente para capturar os momentos de entrada e saída dos patinadores durante as competições, o que ajuda a manter tudo estabilizado mesmo quando patina de costas.

“O melhor elogio que recebo é quando os patinadores dizem que nem perceberam que eu estava lá”, disse ele à NBC .

A NBC Sports mobiliza 145 câmaras e 22 unidades móveis para a cobertura do Super Bowl LX.

A NBC Sports divulgou a enorme escala da cobertura do Super Bowl LX (Seattle Seahawks x New England Patriots) no próximo domingo, 8 de fevereiro.  

A NBC mobilizará uma equipa de mais de 700 pessoas, além de 145 câmaras, 130 microfones, 120 quilómetros de cabos, 22 unidades móveis e uma vasta gama de ferramentas e recursos adicionais.

Serão 9 os locais de transmissão onde estarão os apresentadores, analistas e comentadores da NBC Sports na região da Baía de São Francisco e no Levi’s Stadium onde se realizará no domingo o Super Bowl.

Meios Técnicos:

22 unidades móveis no Levi’s Stadium.

145 câmaras; 81 para a cobertura do Super Bowl (incluindo câmeras fixas em postes, etc.) e 64 para a cobertura do pré-jogo.

2 SkyCams para cobrir o jogo (incluindo a “High Sky”)

130 Microfones

120 milhas de cabo para câmaras e microfones

Mais de 700 funcionários da NBC Sports trabalhando no local, na região da Baía de São Francisco.

Custo recorde de mais de 10 milhões de dólares para um anúncio de 30 segundos durante os intervalos do Super Bowl LX.

83º Globos de Ouro

Os nomeados para os 83º Globos de Ouro oferecem um dos sinais mais claros até agora. O domínio digital não significa o desaparecimento do filme, e a inovação nem sempre significa a procura por sensores maiores.

1º Congresso Português dos Audiovisuais

Que honra fechar o 1º Congresso Português dos Audiovisuais como orador no painel de encerramento, dedicado ao tema ‘O Estado do Audiovisual’. Dividi o palco com o Ricardo Monteiro, numa conversa moderada pela Daniela Azevedo – muitas ideias, provocações e visão sobre o futuro do nosso setor